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Número de imigrantes licenciados na OCDE aumentou 70%

O número de migrantes internacionais com educação superior na OCDE aumentou 70% na última década e há países com mais diplomados a viver no estrangeiro do que no próprio país, revelam números da ONU e OCDE.
por Sofia Fonseca

Divulgados nas vésperas do Diálogo de Alto Nível sobre Migração Internacional e Desenvolvimento, que a Assembleia Geral das Nações Unidas realiza entre quinta e sexta-feira em Nova Iorque, estes são os números mais recentes sobre as tendências migratórias mundiais.

Segundo o documento agora tornado público pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e o departamento de assuntos económicos e sociais das Nações Unidas, cerca de 27 milhões de imigrantes com educação superior viviam em 2010/11 nos países da OCDE, mais 70% do que em 2000.

Cerca de 30% de todos os imigrantes nestes países tinham formação superior e, destes, um quinto provinha de três países: Índia, China e Filipinas.

Um em cada nove africanos diplomados vivia num país da OCDE em 2010/11, enquanto a percentagem de pessoas nascidas na América Latina e Caraíbas com educação superior a viver na OCDE é de uma em cada 13. Um em cada 30 licenciados nascidos na Ásia estava emigrado num país da OCDE, revelam ainda os números.

O risco de "fuga de cérebros" é mais grave em países com populações pequenas ou em Estados insulares de regiões como África e América Latina e Caraíbas, revela o documento, que exemplifica com o caso da Guiana, onde quase 90% dos licenciados estão emigrados em países da OCDE.

Barbados, o Haiti e Trindade e Tobago são outros países que têm mais diplomados a viver no estrangeiro do que no próprio país, havendo também proporções significativas de licenciados emigrados em países como a Jamaica (46%), Tonga (44%), Zimbabué (43%) ou Maurícias (41%).

Em contraste, a maioria dos países da OCDE e dos países com grandes populações como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia, tinham baixas taxas de emigração de licenciados (abaixo dos 3,5%).

Em quase todos os países de origem - em 137 dos 145 países analisados - a taxa de emigração dos licenciados excede a taxa de emigração total, o que reflete a seletividade da migração por nível de qualificação, refere o documento.

Portugal é uma das exceções a esta regra, já que a taxa de emigração de licenciados (12,9%) é inferior à taxa de emigração total (14,2%).
A "fuga de cérebros" é mais pronunciada nas mulheres do que nos homens, revela ainda o texto da ONU e da OCDE.

Fonte: Diário de Notícias - 01.10.2013

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