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Haddad sanciona a lei durante o primeiro dia do Fórum Social Mundial das Migrações

Além do prefeito, estavam presentes na cerimônia de abertura do FSMM o secretario de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, Felipe de Paula; o secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique; os representantes do Comitê Internacional do FSMM, Luiz Bassegio e Paulo Illes,entre outros; encontro aconteceu na noite de quinta-feira, (7), no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, na cidade de São Paulo

O  Prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou o Projeto de Lei 142/2016 durante a cerimônia de abertura do VII Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM), na noite de quinta-fera (7).  A lei institui a Política Municipal para a População Imigrante e o Conselho Municipal de imigrantes, visando garantir o acesso dessa população aos direitos sociais e serviços públicos da cidade, incentivando também uma maior participação social. 

No encontro, que aconteceu no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, em São Paulo, Haddad destacou a vocação multicultural da cidade "uma terra construída por migrantes e imigrantes de todo o Brasil e de todos os continentes". Ele ainda ressaltou o seu orgulho, como filho de libaneses e agora como prefeito da cidade, em fazer parte dessa nova onda migratória na capita paulista, ressaltando  os ganhos materiais e imateriais que as migrações trazem e reafirmou o seu compromisso com a cidadania e com os direitos dos migrantes: “Nós queremos que os seres humanos possam circular livremente pelo planeta e que se sintam cidadãos onde quer que escolham para viver”, concluiu. 

Em sua fala, o prefeito também ressaltou o engajamento e dedicação a causa migratória do representante da Secretaria Técnica do FSMM e ex-coordenador de Políticas para Migrantes da Prefeitura de São Paulo, Paulo Illes. Além do prefeito, estavam presentes na cerimônia de abertura a vice-prefeita da cidade, Nadia Campeão, o secretario de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, Felipe de Paula; o secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique; os representantes do Comitê Internacional do FSMM, Luiz Bassegio e Paulo Illes, a pró-reitora da Faculdade Zumbi dos Palmares, Francisca Rodrigues Pereira, entre outros.  

Após a primeira mesa da noite, artistas migrantes foram convidados a subir ao palco e para recitar poesias de escritores de múltiplas nacionalidades e em diversos idiomas. O Centro do Apoio ao Imigrante aproveitou o evento para lançar a campanha “Não ao trabalho escravo, sim ao trabalho digno”, que alerta para a necessidade de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas.

Conferência

A última mesa foi composta por Marita Gonzales, cientista política e professora da universidade de Buenos Aires e coordenadora das Centrais Sindicais (CSCS), Salah Salah, membro do Comitê Internacional do FSMM e ativista palestino e Manuel Hidalgo, Presidente da Associación de Inmigrantes por la Integración Latinoamericana y del caribe (APILA).

Marita Gonzales ressaltou que a história da humanidade é a história das migrações e que não existe uma civilização possível sem esse elemento comum a todos os seres humanos, a capacidade de migrar, de se movimentar.  Ela ainda destacou a  incoerência da globalização neoliberal que “proclama a liberdade de circulação dos bens e do capital, mas restringe a circulação das pessoas. Devemos reivindicar a livre circulação de pessoas como os capitalistas"

Salah Salah falou sobre a situação política do povo palestino que permanecem sem um Estado e sem o direito de retorno para a sua terra. O último conferêncista da noite, Manuel Hidalgo, alertou para o momento dramático que a humanidade atravessa, onde qualquer tendência de mudança é combatida pelo imperialismo americano, numa escalada de guerras e agressões contra a humanidade e contra a mãe natureza. Para ele, a faz parte do capitalismo criar uma falso inimigo na figura do imigrante, plantar a desconfiança entre as classes trabalhadoras para, assim, manter o poder e a hegemonia. Hidalgo finaliza propondo que todos os movimentos sociais se unam através da solidariedade no combate à cultura do ódio e do individualismo, para que assim possamos construir “um mundo onde caibam todos os mundos”.

Fonte: FSMM 2016

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