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ONU diz que veto de Trump a imigrantes é "ilegal" e "mesquinho"

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, afirmou nesta segunda-feira (30) que o veto imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana é "ilegal, mesquinho e desperdiça recursos para a luta contra o terrorismo".

"A discriminação baseada unicamente na nacionalidade é proibida pelo direito humanitário", afirmou Zeid em mensagem divulgada no Twitter oficial do Escritório de Direitos Humanos da ONU.

"O veto dos EUA é também mesquinho e desperdiça os recursos necessários para uma luta antiterrorista adequada", escreveu Zeid.

Trump assinou na sexta-feira uma ordem executiva que suspende o programa de amparo de refugiados durante 120 dias, com objetivo declarado de revista o procedimento atualmente aplicado e evitar a entrada de potenciais terroristas.

Além disso, fecha as portas do país para os refugiados sírios por tempo indefinido e suspende durante 90 dias a obtenção de vistos em sete países de maioria muçulmana com o histórico de terrorismo.

No sábado, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Mundial da Migração (OIM) pediram que os EUA mantenham sua "longa tradição" de proteger os que fogem de conflitos, mas evitaram criticar abertamente as medidas tomadas por Trump.

"Esperamos que os EUA sigam com sua clara liderança e longa tradição de proteger aqueles que estão fugindo de conflito e perseguição", afirmaram os dois órgãos em comunicado conjunto.

De acordo com fontes da ONU, desde outubro do ano passado, as autoridades dos EUA admitiram 25.600 refugiados. De outubro de 2015 a setembro de 2016, 85 mil refugiados chegaram ao país.

Nos últimos anos, os EUA foi um dos países que mais aceitou refugiados, ao lado de Canadá, Austrália e os países nórdicos.

Os EUA também são os maiores contribuintes da Acnur, tendo repassado US$ 1,5 bilhão ao órgão no ano passado, muito acima da União Europeia (US$ 341 milhões), Alemanha (US$ 284 milhões) e Japão (US$ 164 milhões).

Fonte: UOL

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