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Em África, maior parte da migração ocorre entre países vizinhos

Para enviada da ONU,  Pacto Global para Migração pode desafiar mitos atuais e construir uma narrativa com base na realidade; reunião regional aborda processo que deve adotar um plano global para migração.


A representante especial do secretário-geral para a Migração Internacional participa no encontro regional africano sobre o processo que deve adotar um pacto global para uma migração segura, ordenada e regular.
No evento, que decorre na capital etíope Adis Abeba, Louise Arbour disse aos delegados de vários governos que o plano é uma "oportunidade para desafiar mitos atuais e construir uma narrativa com base na realidade".

Países de origem

Para a responsável, o Pacto Global para Migração deve considerar que "a maioria dos Estados é ao mesmo tempo composta por países de origem, trânsito e destino".
Ela disse haver, entretanto, realidades que obrigam a usar "a oportunidade do Pacto Global para abordar a migração em todos os seus aspectos e complexidades".

Na África, 2% dos migrantes passaram a viver em outros países da região e a maior parte da migração ocorre entre países vizinhos.

"Mal-entendido"

Arbour apontou que é um "mal-entendido" muito frequente que a maioria dos migrantes em toda região tenta chegar aos países ocidentais, ao destacar que a crescente migração Sul-Sul.
Como defendeu, à exceção do norte da África, cerca de dois terços dos migrantes vão para outros países do continente. A maioria vive dentro das suas sub-regiões.

No evento organizado pela Comissão Econômica da ONU para África, ECA, Abrour disse que devem ser alargadas as vias regulares e legais de migração para melhor gerir a oferta e a demanda nos mercados de trabalho mundiais

A representante enfatizou que a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que prevê facilitar a migração segura, ordenada e regular foi reiterada na Declaração de Nova Iorque.

Para ela, será possível cumprir esse propósito com "uma maior variedade e alcance de caminhos legais para os migrantes que não são refugiados, para que eles possam trabalhar nos mercados."

Fonte:www.unmultimedia.org

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