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Rohingyas continuam a fugir de perseguição no Mianmar, alerta ONU

Ataques contra grupo étnico já forçaram 11 mil a se refugiarem em Bangladesh em 2018

A perseguição ao grupo étnico rohingya, que já fez milhares fugirem de suas casas, continua a acontecer no estado de Rakhine, em Mianmar — com muitos deles sendo vítimas de violência, assassinatos e tendo seus pertences destruídos, afirmou nesta quarta-feira o chefe de direitos humanos das Nações Unidas.

Neste ano, 11.432 membros da etnia já chegaram a Bangladesh, para onde mais de 700 mil pessoas fugiram desde a ofensiva militar de agosto de 2017, disse Zeid Ra'ad al-Hussein. Segundo a ONU, a perseguição ao grupo apresenta indícios de genocídio.

— Nada pode encobrir esses fatos. As pessoas ainda estão fugindo da perseguição em Rakhine, e estão dispostas a correr o risco de morrer no mar para escapar — disse Zeid ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Muitos refugiados também relatam serem pressionados pelas autoridades de Mianmar a aceitar um cartão de verificação nacional para poderem receber o status de cidadão.

A questão da cidadania está no centro das discussões sobre seu status, disse Zeid, acrescentando que esses cartões, na verdade, "marcam os rohingya como não cidadãos, de acordo com a caracterização do governo, e sim como 'estrangeiros em sua própria pátria'".

As autoridades em Mianmar, um país de maioria budista, negam as violações de direitos humanos em grande escala contra a minoria muçulmana. Autoridades dizem que a repressão em Rakhine é uma resposta necessária à violência do grupo militante Exército da Salvação Arakan Rohingya (ARSA, na sigla em inglês), que atacou postos de segurança birmaneses.

Kyaw Moe Tun, diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Mianmar, disse que a prioridade de seu governo é encontrar uma solução sustentável em Rakhine. Ele havia concordado com o governo de Bangladesh, em janeiro deste ano, que a repatriação de refugiados seria concluída dentro de dois anos, sem ter usado a palavra rohingya.

Ainda segundo Moe Tun, o relatório de Zeid continha informações "distorcidas ou exageradas".

— A causa da tragédia foi o terrorismo, e o terrorismo não pode ser perdoado sob nenhuma circunstância — declarou.

Fonte: O Globo

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