Igreja se manifesta sobre democracia, direitos e responsabilidade pública nas eleições

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, duas manifestações de bispos católicos trouxeram a democracia e os compromissos públicos dos candidatos para o centro do debate. A primeira, divulgada pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), convida à participação consciente e reafirma a defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados das urnas. O documento também destaca direitos como trabalho digno, alimentação, moradia, saúde e educação, além da preservação ambiental e da promoção da paz.

No dia seguinte, um grupo de bispos divulgou uma carta ao povo de Deus. O texto também se apresenta em diálogo com a mensagem do Conselho Permanente e com a Doutrina Social da Igreja e examina propostas e posições atribuídas às candidaturas em temas como trabalho, pobreza, soberania, meio ambiente, armas e democracia.

As manifestações convergem ao afirmar que a participação política envolve responsabilidade com a vida coletiva. A mensagem do Conselho Permanente apresenta critérios gerais para o discernimento eleitoral; a carta de um grupo de bispos aplica esses critérios a uma avaliação mais explícita das candidaturas. Em ambas, a democracia aparece ligada à dignidade humana, aos direitos fundamentais, à atenção aos mais pobres e ao bem comum.

Para o CSEM, esse debate também diz respeito às pessoas migrantes e refugiadas. Direitos como saúde, trabalho digno, moradia e proteção não podem depender da origem ou da situação migratória de alguém. A forma como a sociedade defende a democracia e os direitos humanos influencia as condições para que essas pessoas sejam reconhecidas como sujeitos de direitos e participem da vida social.

Fontes para conferência: Mensagem do Conselho Permanente da CNBB; carta dos bispos e formulário de adesão;

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